quinta-feira, 15 de março de 2018

Estafa

Tenho percebido que estou cansado. As coisas do dia a dia estão me deixando numa estafa danada, sem pique, pior, sem vontade de lutar para melhorar.

Logo eu que sempre procurei dar o meu melhor, procuro acordar vendo somente o lado bom da vida, que quero o melhor para todos...

Muita informação, vivemos num período de que tudo é rápido demais, que tudo tem que ser para o ano passado, que tem que estar pronto logo que se pede, que tem que ter solução imediata. Nada pode esperar, nada pode ser criativo pois o importante é divulgar a ideia.

Pessoas transferindo suas obrigações, pessoas transferindo suas duvidas, pessoas transferindo seus medos e suas infelicidades.

Você fica sobrecarregado, cheio do que não é seu e cheio do que é dos outros e o seu fica ali, num cantinho por um bom tempo.

Medo de como vai ser o futuro, de ver essas crianças que nascem hoje e já se veem nisso de correr, e vai ser normal para elas essa correria, mas a duvida é, será que é necessário mesmo correr tanto?


quarta-feira, 14 de março de 2018

A gravadora sabe tudo


Sempre amei ouvir rádio, vem desde a infância esse gosto e adoro a surpresa que pode vir musica após musica.

Amo ouvir discos. Sentar ou deitar, colocar o disco para tocar, pegar o encarte, seguir a letra, enfim, ouvir tudo que o artista resolveu criar e divulgar.

Tenho ouvido muitas discografias de vários artistas dos mais variados gêneros, indo do Rock ao Punk, passando por MPB, Sertanejo, Pop, Samba, Indie, enfim, de tudo um pouco, e percebo que muitos discos são muito vazios, muitas musicas parecem estar ali para contemplar uma ou outra ideia.

Difícil ver que, a musica que toca na radio é realmente a melhor do álbum... você vai atrás da obra completa e percebe que o artista tem pouquíssimas coisas relevantes quanto aquela que toca na radio.

Gosto de pegar coisas desconhecidas e tentar eu ver qual seria a melhor, mas quando vou atrás percebo que o que tocou na radio ou no YouTube é oque realmente tem conteúdo, o resto parece sobra total, nisso ficamos esperando os famigerados “The best of”


sexta-feira, 9 de março de 2018

Boa ideia do Mc Donalds

Não, o Mc Donalds não foi machista, ele usou o “faro comercial” afinal o dia da Mulher passou a ser data comercial, onde se vende flores, bombons, se fala dos benefícios ou malefícios das mulheres e, depois da meia noite, tudo volta ao normal. Então a rede de fast food realocou os homens e deixou as mulheres à frente. Eles mostraram a força feminina que tanto se fala e fizeram algo diferente. Acredito que a geração mimimi tem que parar de reclamar de tudo e acordar cedo, lavar a cara e trabalhar/estudar para mudar as coisas e não ficar na onda de ser valente na frente da porcaria do Smartphone. Mude algo e ai a gente conversa.


terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

Costumes



A gente se acostuma com fritas de acompanhamento
Deixar a chave com o manobrista no estacionamento
Caminhar no fim de tarde sempre contra o vento
A conversar com o mundo pelo celular em isolamento

A gente se acostuma a falar sobre nosso sofrimento
A reclamar de tudo sem nunca nada ter feito
A comer nem sempre do melhor em cada momento
E viver rodeado de pessoas sem nenhum pensamento

Acostumamos a viver como alguém nos disse
Sem questionar o porque disso ou daquilo
A viver correndo como se a gente fugisse
Sempre querendo sentir-se um pouco tranquilo

E quando você muda tudo se transforma
Até o café, no copo de leite, transborda
O sentimento de outrora se modifica
E o que é de verdade, pra sempre, fica.

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Desabafo carnavalesco



Lutou-se anos para tirar o desfile das ruas de São Paulo, fez-se o "inútil" sambódromo e hoje fecha-se ruas por dias para carnaval fora de época. Está certo isso? Progresso ou retrocesso?

Não reclamo por não ser um folião, mas porque vivi na década de 80 vendo muita coisa que era reclamada ser mudada para hoje, quase 30 anos depois, voltar a ser o que era...

Precisa realmente ter isso? Ah tá, tem o turismo, a grana que entra, hotel lotado, mas e o cidadão que vive aqui o resto do ano não tem direito de ir e vir?

O carnaval agora começa uma semana antes do que é previsto em calendário e dura até o outro domingo. Antigamente eram 4 dias, veio a Globo e inventou a sexta-feira de desfile em São Paulo, inventaram feriado bancário na segunda-feira. Agora tem, um final de semana antes, o baile pré carnaval, o carnaval que vai de quinta-feira até a quarta-feira de cinzas e retoma no final de semana seguinte.

E o sambódromo? Tantos pediam por um aqui em São Paulo, o túmulo do samba, e ele é usado em 5 dias, tirando os ensaios. Precisava?

Desse jeito quem sobrevive? Você não vende o que tem que vender, pois o pessoa está na festa, você não chega em vários lugares, como hospitais e igrejas porque o povo ta na festa, o Brasil não anda porque o povo ta na festa.

Tem o porque festejar?

Carnaval tinha que ser igual eleição, copa do mundo e olimpíada, acontecer a cada 4 anos.


sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

Terapia pra que?

Fiz terapia um tempo. Toda quarta-feira saia do serviço e iara para o consultório. Chegava com um belo tempo de antecedência por conta do trânsito e caminhava um pouco. Nesse caminhar eu pensava na vida, no passado e presente e vislumbrava o futuro.
Dava meu horário e eu entrava e já era chamado para o tal bate papo informal. A psicóloga, aparentemente, acabava uma consulta e saia para fumar, pois o cheiro de cigarro naquele pequeno consultório era bem forte, mas vamos fazer a terapia.
Vinha a primeira pergunta de como foi meu dia e semana, e eu falava, era um uns bons 10 minutos nisso. Ela pegava o gancho em alguma fala e perguntava algo e eu falava e acabava discorrendo para tal assunto, o qual ela só balançava a cabeça como se aprovando os fatos, olhava para o relógio e, ao final do tempo, dizia que eu estava certo, estava no caminho e que eu sabia exatamente  oque fazer.
A consulta tinha algo em torno de 40 minutos onde eu devia falar uns 35 e ela me elogiava nos minutos finais.
Um dia fui sucinto, falei pouco, meio que respondia o que ela falava e vi ali que ela começou a se perder. Teve que se nortear e eu, mesmo ajudando, fiquei na minha. Aquele dia ela falou que eu estava mostrando mudanças, que tinha coisas diferentes em mim e tinha que trabalhar isso. Entendi que ela não gostou do cara mais “quieto” afinal teve que trabalhar.
Passei muito tempo de minha vida ouvindo de outras pessoas que era legal fazer terapia, que essas pessoas mudaram e tal, mas pra mim não somou nada, afinal a pessoa só me elogiava, e, caso eu contasse algo de errado que eu tenha feito, ela falava que eu tinha feito porque quis e aprendi.
Lição de auto ajuda tem em vários livros por ai, e desabafar por desabafar com alguém não foi nada interessante.