sexta-feira, 23 de abril de 2021

Socializar

A pandemia nos afastou das pessoas, sejam essas pessoas queridas ou não, e isso está causando problemas.

Dou aulas e com o famigerado sistema híbrido vejo que as crianças que vão para a escola, dizendo saudosistas de aula, estão com saudade de socializar.

Sim, mesmo que você fale para ela não ficar perto da outra criança ela quer abraçar, apertar, bater, correr, enfim, quer ser criança como foi sempre.

Mas isso está mostrando que ela não está mais interessada em aula, aliás, ela nunca esteve, mas agora é pior já que muitos passaram com algum adulto a tiracolo fazendo tudo. Vejo alunos meus que vivem me perguntando onde está o que peço pois antes algum adulto já deixava tudo pronto para ele. A preguiça imperou de vez. A falta de vontade de fazer qualquer coisa também.

Sempre dei aulas contagiantes onde todos interagiam a distância um do outro, mas agora não são assim, eles estão no presencial sem desenvolver nada enquanto o que está em casa, e muitos continuam em casa e sem algum adulto por perto, estão desenvolvendo a busca pelo desenvolvimento da atividade.

Que futuro teremos eu não sei, mas está complicado até de visualizar como eles se portarão quando todos puderem estar juntos em um mesmo ambiente.

quinta-feira, 15 de abril de 2021

Agora é a vez do podcast




 Podcast está em alta e fiz o meu, na verdade fiz um novo, falando do que? MÚSICA!!!

Ouve lá e comente onde quiser.

quinta-feira, 19 de novembro de 2020

Falsas declarações de amor

Passei os meses de Outubro e Novembro ouvindo toda a discografia do Roberto Carlos e do Nelson Gonçalves.

Dois baita cantores que passaram muito tempo cantando o amor, cantando sobre paixões, sobre mulheres. E é incrível como a gente se apossa de alguma musica e a canta para alguém um dia como se ela fosse nossa companheira para todo o sempre.

"Eu sei que vou te amar, por toda minha vida vou te amar". Vai mesmo? Depois do fim do relacionamento você ainda vai me amar? Vai não. Nossas trocas de juras de amor foram feitas em um momento diferente, em um momento alegre, em um momento único que difere dia a dia um do outro.

Se declarar, usar uma musica como essa para alegrar quem estamos é normal, mas a cumprir... Isso é outra coisa e não condiz com nossa realidade visto que muitos casais não estão no "primeiro e único" relacionamento.

Falar de amor é lindo, se declarar faz parte, cumprir já não é tão fácil.



quarta-feira, 18 de novembro de 2020

Sentimentos


Percebo que, a cada dia que passa, as coisas continuam nebulosas em minha mente e em meu coração. Está tudo muito estranho, tudo muito vago, sem muita esperança em como tudo ficará.

Comecei a escrever minhas memórias e um outro texto expondo minha vida com a discografia do Engenheiros do Hawaii e Humberto Gessinger. Devagar ambas vão saindo e me mostrando que meu passado foi excelente e o futuro uma obra a ser vivida.

Vamos seguindo tentando melhorar a cada dia.

segunda-feira, 21 de setembro de 2020

Ser nostálgico

Como disse no post anterior, eu me sinto nostálgico. Não sou daqueles que dizem que o passado foi melhor que o futuro, mas sinto saudade de tanta coisa que fiz, de forma muita intensa, e foi bom demais.

Tenho até um blog sobre lembranças que sinto ao ouvir muitas músicas, já que em muitas me transporto para o passado.

Nostalgia é sentir essa saudade do que fora feito, daquilo que foi bom, mesmo que as vezes me lembro de coisas não tão boas, mas é gostoso lembrar de jogar bola com os amigos na rua, camiseta rasgada, tênis sem cadarço, gol com duas pedras, bola toda desgastada... ah como era bom.

E a escola? Como era bom o aprender, o descobrir, curioso como sempre eu fui adorava ir para a escola. Raramente faltei na minha vida escolar, sempre gostei de estar presente, de me fazer presente, claro que a minha maneira, já que eu era tímido ao extremo, até na Ed. Física eu era calado. Depois de um tempo isso mudou muito e também sinto falta de começar a treinar no 5º ano voleibol, depois passar a dar treino, o mudar de escola, as pessoas com novas cabeças, choque total.

A vida adulta também traz suas saudades como ir à lugares, shows, parques, praias, sítios, e tudo que isso envolvia.

Como é bom se lembrar...

Mas muitas vezes sofro por isso, pois queria mais um pouco disso tudo, mais uma chance de ir à praia cabeludo, de ir até aquela balada e dançar de novo “Bad habit” do Offspring com a galera, é dirigir ao som de “Hocus Pocus” do Focus, de sentir aquele cheiro insuportável das pipocas nas sessões de cinema no começo da tarde. É algo que ao mesmo tempo é bom e ruim.

Sempre aproveitei cada instante da minha vida e, depois de criar um pouco de maturidade, passei a curtir mais ainda. Viver intensamente, curtir sem se preocupar, aproveitar até o fim é o que há de melhor.



domingo, 20 de setembro de 2020

Sem suicídio.

Setembro é o mês de prevenção ao suicídio, o tal de setembro amarelo. E, parece, que é um mês que até aumenta o indicie de pessoas que comentem tal ação.

Você já pensou em suicídio?

Eu já, várias e várias vezes e nunca o fiz, como podemos ver aqui.

Dizem que o suicida deixa uma carta, quem sabe um vídeo hoje em dia, falando os motivos pelo qual fazem tal coisa.

Como eu disse, já pensei por várias vezes, já até escrevi tais cartas, que as rasguei posteriormente. Os motivos: me achava rejeitado pela família e por colegas, sentia que todos ao meu redor só me procuravam por interesse e sumiam, me sentia gordo, me sentia feio, me sentia fora dos padrões, desilusão amorosa, enfim, motivos eram esses, tolos olhando hoje, mas na hora...

Nunca sofri de depressão, apesar de algumas vezes me sentir como tal, acho que sou sentimental demais, nostálgico demais e por vezes até triste, mas depressivo... (voltarei a falar disso em outras postagens).

Sei que muita gente condena o suicídio, existem várias formas hoje de se ajudar, mas temos que entender o que se passa na cabeça das pessoas e não é nada fácil.

Hoje, com tantas formas de comunicação, é muito possível evitar isso, eu tenho usado muito as redes sociais para escrever, conversar, postar sobre como tento ser e agir.



sexta-feira, 18 de setembro de 2020

E lá vem as eleições

Esse ano, graças a pandemia, as eleições serão novamente em Novembro, como já foi um dia. Eleições municipais, escolheremos prefeitos e vereadores, algo muito local mesmo.

Muitos já reclamam da obrigatoriedade disso, mas é necessário para podermos cobrar depois. É só olharmos o que está acontecendo nos EUA e muitos, principalmente os negros, pedindo para que todos saiam para votar.

Aqui no Brasil é esporte, é time contra time ao invés das pessoas olharem seus planejamentos e votarem pelo motivo que a pessoa venha a fazer. As pessoas estão votando mais “contra” do que “a favor”. É bem difícil isso pois quem ganha acaba governando sem o apoio de todos mesmo, afinal as pessoas vão cobrar tudo sem saber o que a pessoa disse que realmente o faria.

É necessário ler, entender, acreditar e passar adiante as informações verdadeiras. E nesse tempo é onde mais vemos a difamação de FAKE NEWS, matérias destrutivas sem fundamento algum.

Já passamos da hora de deixar de acreditar no que é dito por qualquer um pelo simples fato de falar por falar, é necessário ter consciência para votar e até mesmo ler sobre política antes de qualquer discussão.

 


quinta-feira, 17 de setembro de 2020

Maratonando séries

 O mundo está, há tempos, seguindo uma “novidade” que é maratonar séries. Pessoas e pessoas que ficam em suas casas, ou na casa dos amigos, assistindo vários episódios de determinadas séries. Já falei sobre séries aqui

Nunca fui de maratonar, se ficar um tempo todo assistindo um ou mais episódio disso. Quando pequeno via coisas na TV como: Bonanza, Casal 200, super Vicky, Barrados no Baile, Trovão Azul, mas nada de “ah gente deu o horário e vou lá assistir” jamais troquei o real por isso.

Uma que passei a seguir diariamente foi “Anos incríveis” que passava na TV Cultura, o horário era de fácil acesso por ser perto do jantar então não tinha escapatória.

Com a evolução da tecnologia as coisas mudaram e hoje o povo fica na Netflix, Amazon ou GloboPlay maratonando.

Me interesso demais por música e passei a ver o documentário “PUNK” na GloboPlay. Simples, 4 episódios de 1 hora cada um. Muitos assistiram em uma tarde apenas. Estou no último episódio do que comecei a cerca de duas semanas. Assisto, presto atenção, quero mais e mais, mas com tranquilidade, não quero engolir nada que depois sairá de mim sem a mínima atenção.

Depois dessa tentarei ver outras, mas na mesma pegada, um pouco a cada dia.



quarta-feira, 16 de setembro de 2020

Na pandemia, 3h30 passou a ser dia.

Essa pandemia mexeu com as estruturas de todas as pessoas, até os mais tranquilos se viram em “maus lençóis”.

Desde o dia 30/03/2020 estou em Home Office e no começo foi muito estressante, passei a cuidar de praticamente de tudo de todos professores que trabalhavam comigo, muitas vezes ia dormir perto da meia noite e acordava às 5 da manhã, tensão total.

Entre Abril e Maio nos deram férias, pois todo mundo achava que essa “gripezinha” passaria rapidamente, tolo engano. Sei que desde o começo de Abril até hoje (escrevo esse texto em 16/06/2020) algo corriqueiro passou a acontecer comigo. Nesses cerca de 170 dias eu acordei às 3h30 da manhã em praticamente TODOS OS DIAS. Sem motivo algum eu me via acordado e, como sempre disse, “para fiscalizar a hora”.

Brincadeiras à parte, eu não lembro de quantos dias não acordei nesse horário, foram poucos. Eu li cerca de 8 livros, ouvi muita música, orei demais, bebi muita água, caminhei pela casa, enfim, são dias complicados. Na sua grande maioria voltar a dormir era perto das 5 horas, mas nos dias de semana eu acordo às 6h50 então o sono é escasso.

Não há previsão de nada, eu digo e repito que duvido numa volta à normalidade antes da Páscoa de 2021. Espero estar errado, mas temo passar um ano em home office e nessa triste sina de acordar sempre nesse horário.



quarta-feira, 19 de agosto de 2020

Felicidade

Felicidade foi-se embora e a saudade no meu peito” canta a canção, mas o que é felicidade? Você que por ventura está lendo esse texto é feliz? O que é ser feliz?

 Sinceramente eu fui feliz, lá num passado não tão distante, quando tudo era alegre e podia ser feito. Mesmo quando era difícil e parecia que não daria certo a gente ficava feliz ao menos em lutar.

 Hoje minha felicidade se resume a brincar com minha pequena e mais nada. A olhar, ver seu aprender, sua maneira única de falar, de querer mais e mais. De resto tudo está monótono, mais triste que nunca.

 Quanto vale a felicidade? Como era bom acordar, ir para a escola, aprender, conviver, brigar, discutir, levar bronca, se divertir com coisas pequenas, arranhar o joelho, quebrar o braço, tentar conquistar a menina que gostava, levar um monte de não, sair para descontrair, ver futebol, ouvir musica, conhecer novas musicas, conhecer pessoas, jogar vôlei, quebrar a cara, levar bronca do pai, entender hoje que aquela bronca era para meu bem, entender que cada vez que ele me disse “você pode mais” ele dizia “eu te amo e confio em você”, saber que cada vez que minha mãe mediu minha febre ela estava me amando, que cada vez que briguei com meu irmão eu estava querendo ser mais que ele, tolamente assim, que meus avós foram tudo pra mim, meus tios essenciais.

 Mas a vida passa, a gente vira adulto e não quer ser como muitos e acabamos caindo na mesmice. Estou “doente” estou me deixando adoecer, mas quero parar com isso. Choro, todas as noites há tempos, e não sei quando isso vai parar, mas creio que uma hora tudo poderá mudar.

 Um dia desses, num desses ocasionais encontros da vida, tudo pode fazer sentido, senão fizer é por que ainda não era hora e eu sei, tenho certeza, que pago por todos meus pecados em vida. A cada dia vejo que Deus me dá batalhas fortes por acreditar em mim e confio nEle e, mesmo me sentido um derrotado, levanto a cabeça e vou em frente.

Está muito difícil tudo, mas tenho que tentar, pois a felicidade há de voltar.


Socializar

A pandemia nos afastou das pessoas, sejam essas pessoas queridas ou não, e isso está causando problemas. Dou aulas e com o famigerado sist...