quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Idade

Acabei de completar 40 anos. Lá se vão 4 décadas de muita coisa acontecida. Sonhos, realidades, realizações, ganhos, perdas, decepções, alegrias. Nem em ordem alfabética coloquei dessa vez visto que não tem uma importância, assim como veio à mente eu fui digitando.

Sempre fui um menino quieto. Era tímido. Fazia amizades sempre em torno do futebol, onde eu me soltava, ali eu era parte do meio, diferente de qualquer outro lugar. De resto, era difícil eu olhar no olho de alguém.

Cresci e adolescente comecei a descobrir o mundo, as dores do mundo. Fui vivendo e tentando entender tudo, e o meio começou a se ampliar, futebol e musica se tornaram meio de conhecer as pessoas e ter amizades.

Na fase adulta as coisas são obrigadas a mudar. Você tem que dar a cara a tapa, tem que ir atrás de tudo que deseja, lutar muito por isso. Não perdi a timidez, aprendi a deixar ela quieta num canto dentro de mim, mas está sempre do lado de fora.

Percebi que mudei. O menino quieto virou o adulto brincalhão, aconselhador, amigo. Parei com o futebol. A musica, ah essa sempre comigo.

Vejo hoje que eu devo ter invertido algumas coisas nessa vida, pois hoje gosto mais de brincar, de correr, de viver do que quando criança. Hoje sou hiperativo, digo sempre “dormir pra que?”. Amo estar vivo e fazendo o que gosto, aprendendo, amando.

Mas o corpo... ah essa velha carcaça começa a pedir para parar. Enquanto a cabeça pede mais ele tem quase implorado por sossego. “Poxa corpo, justo pra mim?” é o que me pergunto todo dia, já que idas aos médicos aumentaram. Fisioterapia, remédio, cuidados a serem tomados e por ai vai.

E assim vou vivendo, como costumo dizer para as pessoas. Querendo sempre mais, tendo sempre o necessário, aprendendo a lidar com tudo, pois tudo tem que ser assim mesmo.

(Depois de um longo sumiço virtual cá estou)

Um comentário:

É legal expor o que pensamos, eu já fiz a minha parte e você está fazendo a sua agora, e eu agradeço.