quinta-feira, 4 de julho de 2013

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Eu já quis viver para sempre, eu já quis morrer no segundo seguinte, eu já quis.

Faz um tempo que não sei o tempo que quero viver, não sei o tempo que há para eu viver.

Viver intensamente? Sim é o que faço, mas...

Quando eu era criança, um choro e tudo se resolvia, minha mãe vinha, me abraçava e dizia angelicalmente “calma, ta tudo bem, foi só um sonho” e aquele escudo de carne e osso me fazia retomar a vida.

Hoje eu choro, todo dia, e meu escudo sou eu mesmo. Penso que seja Deus também mostrando que podia ser pior. Ou melhor. Ou não ter.

Não sei porque sou assim, não terei esse resposta, nunca a terei, será que a terei um dia?

Musica, ar, futebol, gente, conversa, loucura. O que me rege? O que me satisfaz? O que?

Vencer, perder e empatar. Ter e não ter.

Querer morrer é pecado? Mas viver pecando não é pior?

Sorriso e choro, ou cara fechada e alegria interna.

Escrevi isso ouvindo duas bandas que não me dizem muita coisa, Queen e Nirvana, e percebi que os dois vocalistas estão mortos. Coincidência? O que é coincidência?

O que realmente é planejado? Cozinha, quarto, banheiro ou a vida?

Vida planejada “nascer, crescer, viver e morrer” simples né?

Eu sou simples e gero complexos. E quando sou complexo só quero um sorriso.

Não quero mais nada, viver nem morrer, correr ou parar, cantar ou ...

Já desisti de ser uma pessoa só, já desisti de ser uma multidão, quero não querer mais nada.

Perdi. Esse é o fato, eu que não sei perder perdi. Perdi meu medo, minhas inseguranças, perdi minha alegria, perdi minha tristeza, sim eu perdi. E sei que não ganharei de novo. Sim eu sei.

Fase boa, fase ruim, fase da lua, fase positiva ou negativa, fase, que fezes.

Sei não, acho que nunca fui normal e ninguém percebeu, e agora eu cai em mim, eu cai na real, cai da cadeira, cai da internet, cai.

Quero subir mais não, quero sorrir mais não, quero não. Quero. Não.

Quando eu estiver cantando, rezando, chorando, falando, jogando, perdendo, sendo, vivendo, simplesmente não fale nada, é meu momento, o momento em que tento me expressar.

Me deixe fazer minhas loucuras ou sanidades, deixe me ser criança ou idoso, deixe me ser. Não me deixe. Me deixe livre.

Não faço para me mostrar, eu me mostro sem querer, sem perceber, alias, todos me percebem, e nem sei por que.

O pior de tudo é que acabei o texto ouvindo uma musica que amo, que é do Cazuza, cantada pelo Renato Russo, mais dois que se foram.

Pra onde eu vou? Não me siga, não siga minhas pegadas, elas podem ter sido feitas de trás para frente, elas podem ter sido feitas por outra pessoa, afinal, não faço nada muito certo não.

Viver ou morrer? Morrer ou viver? Ser ou não ser, eis a questão

(texto feito há tempos e programado para entrar no ar as 21:45 de 04/07/13, não pergunte o porque)

Um comentário:

  1. MUITO bom. Entendo seu desabafo, essa infinita dúvida que abrange o ser humano.

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É legal expor o que pensamos, eu já fiz a minha parte e você está fazendo a sua agora, e eu agradeço.